Refazenda

“Abacateiro, serás meu parceiro solitário

Nesse itinerário da leveza pelo ar”

Gilberto Gil

Criei o blog Sombras Elétricas faz mais de 10 anos já. Nos primeiros 5 ou 6 anos da sua existência, acho que consegui produzir um volume bom de críticas / comentários sobre filmes; em dose menor, falei também sobre séries de TV, livros e outras coisas relacionadas ao universo do audiovisual que me provocavam e ainda provocam coceiras.

Naturalmente, a vida foi me puxando para longe do teclado, apesar dos leitores, apoiadores, fãs e parceiros de trabalho que o blog foi conquistando para mim ao longo desse tempo todo. A todos, eu só tenho a agradecer a preferência e a paciência, além de pedir desculpas pela intermitência e eventual abandono do Sombras Elétricas original.

Mas, como tudo o que move e comove a gente, não deu e não dá para ficar muito tempo longe dos filmes, da arte, do mundo e da vida que o cinema – palavra que tem cada vez menos sentido estrito – faz circular. Assim, decidi – mais uma vez, esperando que esta seja definitiva – voltar ao blog; agora, em casa nova, com cara nova.

Espero continuar correspondendo ao gosto e expectativas dos velhos leitores, mas também conquistar gente nova para uma boa e proveitosa troca de ideias, da qual, todos nós sabemos, o espaço virtual está cada vez mais carecido. Em pouco mais de 11 anos, muita coisa na nossa cabeça muda – ambulando em metamorfoses.

Porém, algo da raiz sempre resta lá, tem que restar, tentando cavar cada vez mais fundo em busca de melhores águas. Por isso, longe de pretender um reboot total, quero fazer com que este novo Sombras Elétricas seja tão simplesmente a continuação do outro, de corpo e alma amarrada nele, como demonstra o link abaixo:

http://sombras-eletricas.blogspot.com.br/

Visitem, leiam e releiam o blog antigo. Venham e voltem ao novo. Comentem, critiquem, divulguem, façam sugestões. Juntos, vamos somar, crescer e fazer crescer. A internet não é e não pode ser terra de ninguém. Agindo propositivamente, quem sabe conseguiremos, com arte, impedir a metástase de uma barbárie que já ocupou espaço demais.

(En)carecidamente,

André Renato,

dezembro de 2017.

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